Nos últimos anos, greves na USP e PM no campus Butantã são fatos corriqueiros.
Neste ano de 2009, a greve já dura 45 dias - iniciou-se em 05/maio - e não parece terminar tão cedo.A reitora Suely Vilela, inclusive, "dá as costas" para as negociações e cresce a pressão pela sua renúncia ao cargo de reitora da USP.
Entenda os motivos da greve
O motivo-mor é sempre um pedido por professores e funcionários de reajuste salarial e recuperação de perdas salariais maior do que a reitoria da USP quer/pode conceder em decisão do Cruesp - Conselhos dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.
A Adusp - Associação dos Docentes da USP, em parceria com o Fórum das Seis, divulgou uma pauta de reivindicações que inclui, dentre outros itens, aumento de 6,1% de reposição da inflação de mai/2008 a abr/2009 com acréscimo de 10% para perdas salariais históricas, abono fixo para professores e funcionários de modo a reduzir as diferenças entre os salários e inclusão das FATECs e Faenquil/Lorena (EEL-USP) na política salarial conjunta adotada pelo Cruesp. Ainda, há reivindicações políticas como a readmissão de Claudionor Brandão - dirigente do Sintusp e ex-funcionário da USP - por atos supostamente indevidos às regras administrativas da universidade e de recursos humanos, como a volta da contratação de funcionários e professores em regime autárquico. Confira a pauta completa, publicada em 16/abr.
Manifestações e presença da PM
Além de "ignorar" a greve, a reitora Suely Vilela colocou a Polícia Militar no Campus e já houve pelo menos dois grandes confrontos entre manifestantes a favor da greve e a polícia dentro do campus Butantã.
Alunos começaram a promover, usando a criatividade e procurando evitar ações da PM, manifestações "relâmpago" de cerca de 10min como as ocorridas em 19/jun.
Desfecho
Como sempre ocorre, é provável que o Cruesp melhore a proposta atual e haja um recuo por parte do Fórum das Seis. De qualquer modo, é inegável que as seguidas e duradouras greves nos últimos anos trazem danos irreversíveis a imagem da USP.

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