Nesta terça-feira, 22 de maio de 2007, a reitoria decidiu atender mais alguns itens da pauta de reivindicações dos manifestantes que desde o dia 03 de maio ocupam o prédio da reitoria da USP, no Butantã, zona oeste de São Paulo.
Entre os itens atendidos, condicionados a desocupação imediata da reitoria, estão o oferecimento de transporte coletivo no campus Butantã aos finais de semana, o oferecimento de café da manhã e almoço aos domingos e a renegociação do prazo de jubilamento.
Segundo Suely Vilela, reitora da USP, a reitoria chegou ao limite nas negociações ao conceder mais estas exigências e, caso os estudantes não terminem a ocupação até às 24hs desta terça-feira, a ação de reintegração de posse pela Polícia Militar através da Tropa de Choque pode ocorrer a qualquer momento.
> Comunicado da reitoria sobre o atendimento a parte das reivindicações (USPOnline)
> Reitoria reitera desocupação pacífica
Segundo os estudantes, a ocupação continua
Em assembléia na noite de hoje, os estudantes consideraram insatisfatória a proposta da reitora e decidiram por manter a ocupação. Nesta quarta-feira já contabilizamos 20 dias de ocupação.
Confusões no Instituto de Física (IF)
Em quase todas as unidades da USP há assembléias entre os alunos para decidir a posição discente em cada unidade. No IF, onde os alunos estão em greve, cadeiras foram colocadas na entrada dos prédios impedindo o acesso. Na 'interdição' houve tumulto e um professor titular atirou uma cadeira nos alunos, justificando tal fato por ter sido agredido anteriormente.
> Veja o vídeo com as cenas do tumulto (Folha de S. Paulo)
Reitoria defende desocupação pacífica em comunicado
Veja, abaixo, íntegra do comunicado no qual a reitoria da USP defende o diálogo e a desocupação pacífica.
O diálogo é prática que sempre fez parte da história da Universidade de São Paulo. Neste contexto, ele foi buscado, incessantemente, e permeado por princípios democráticos e da tolerância, tanto pela Reitora quanto por representantes da direção da Universidade desde o primeiro dia de ocupação do prédio da Reitoria, sem que se tivesse logrado êxito.
Considerando-se que a Universidade é pública, o seu patrimônio é público e a responsabilidade em preservá-lo recai sobre os seus dirigentes, a falta de providências em decorrência da não-desocupação poderia ser caracterizada, pelo Ministério Público, como ato grave de omissão.
A busca pelo Poder Judiciário, procedimento natural no Estado de Direito, foi, então, inexorável diante da relutância em se desocupar o prédio. É preciso ressaltar que a Reitoria estabeleceu diálogo permanente, dentro dos limites das possibilidades institucionais. No entanto, após 13 dias de ocupação e face à apropriação de documentos sigilosos, evidenciada pelo seu encaminhamento a terceiros, além de danos ao patrimônio e violação de computadores, atos estes registrados no Distrito Policial, entre outros fatos, tornou-se urgente a solicitação de reintegração de posse.
Conclamamos, pois, toda a comunidade da USP para que canalize seus esforços visando à desocupação pacífica da Reitoria. Este é o final que se deseja para a solução do impasse.
São Paulo, 18 de maio de 2007.
Reitoria da USP

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